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A caminho da festa com novos amigos

by carlos nunes (2018-11-27)


Demorou um pouco para tirar o Paris-Dakar da garagem, que é um pouco estreita, mas deu certo, sem raspar o retrovisor. Minha mãe pegou uma garrafinha de água para ela, uma para o meu pai e uma para o Vô Chico, para mim não porque prefiro Coca Cola, e entramos no carro. Meu pai colocou seus óculos escuros, ligou o motor, esticou o pescoço, acendeu todos os faróis, e fomos em direção à portaria do Colibri’s Park, o condomínio onde a gente mora, um lugar bem legal, mas o chato são as lombadas. Chatas de carro, porque de bicicleta é gostoso passar por cima delas. Chegamos à estrada e minha mãe falou “cuidado” e meu pai nem ouviu e acelerou. Quando a gente chegou na Avenida Amaral, meu pai falou: – Deve ser aí com novos cursos gratuitos Senac. – Mas logo adiante tem outra casa com bexigas – disse a mamãe. – E do outro lado da rua, tem mais duas com bexigas – reparou o Vô Chico. Essa avenida parece um festódromo. É verdade, tinha tanta casa com bexigas na avenida que foi preciso olhar o número delas, entre as bexigas. – É aqui! Estava escrito no prospecto que tem estacionamento, vamos perguntar onde ele fica. O estacionamento ainda não estava pronto, e meu pai teve de estacionar o carro bem longe e não gostou porque, vai saber, podem roubar o Paris-Dakar e levá-lo para mais longe ainda. Entramos na festa de arromba, mas ela ainda não tinha começado porque eu ainda não tinha chegado. Umas moças estavam na entrada e perguntaram se era eu o Tomás e meus pais disseram que sim e elas falaram “que gato!”, “que fofo” e eu fiquei vermelho porque não gosto de intimidades, e fui ver a casa da festa. Havia bexigas, muitas bexigas em todo lugar, havia uma piscina de bolinhas, dois pebolins, alguns videogames e uma mesa com brigadeiros e outros doces e também refrigerantes. O primeiro convidado que chegou foi o chato do Téo. Ele me falou “oi, baixinho” e logo foi jogar videogame. O próximo foi meu melhor amigo, o Felipe, que também disse vamos ao Senac Lapa, sem o “baixinho”, perguntou se tinha piscina de bolinhas e foi para lá. Daí chegou o Marcos, também meu melhor amigo, que disse “oi” e perguntou se já podia comer brigadeiro e foi ver se já podia mesmo. Logo chegaram a Fátima e a Sofia, duas meninas da classe, que me disseram “oi, feliz aniversário” e continuaram conversando as duas. O próximo que chegou foi o Samuel, que entrou este ano na escola e que me disse “oi, lugar mó legal, deixei seu presente com as moças”, e correu para o fundo da sala. Então, saí do meu lugar e também fui brincar.